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Novas tecnologias, novo conteúdo Depois de tantas discussões sobre tecnologia digital, investimentos em novos equipamentos, leis de incentivo e inanciamentos, profissionais do setor de rádio e tv discutem um novo modelo de conteúdo Muito se ouviu falar sobre tv e rádio digital e os padrões isDb-tb (tv) e iboc (preferido dos radiodifusores, que ainda aguardam a definição do governo). Discussões sobre formatos de compressão, receptores, mobilidade e portabilidade ganharam espaço em feiras, congressos, salas de aula e imprensa. Entre 2006 e 2007, a tecnologia digital ficou mais conhecida. A primeira transmissão oficial de sinal de tv digital no Brasil aconteceu no último dois de dezembro e o rádio segue o mesmo caminho, pronto para entrar na nova era. contudo, surge um novo desafio: moldar o conteúdo às novas tecnologias e, ainda, lucrar com a mudança. MULTIPLICIDADE E QUALIDADE No caso do rádio, além da qualidade de som, a tecnologia permite a compressão dos sinais de voz, abrindo o canal de rádio para a transmissão de dados, como textos e imagens no visor do aparelho. Para isso, será necessária a criação de informações complementares às notícias transmitidas, como cotações financeiras, previsão do tempo, notícias de trânsito, detalhes da programação musical, nome do autor e título da música, entre outras. A tecnologia permite também a multiplicidade de conteúdos, ou seja, cada emissora de rádio poderá transmitir até três canais simultaneamente. “esta é a maior magia do rádio digital, já que, em uma cidade como São Paulo, passaremos a ter, aproximadamente, 90 opções de conteúdo quando o sistema estiver em pleno funcionamento, tanto na transmissão quanto na recepção” assegura Sérgio Sitchin, diretor comercial da rádio bandeirantes. Já para a tv, a melhora do som e da imagem transmitidos é o maior valor agregado à nova tecnologia.
SEGMENTAÇÃO Com a possibilidade de cada emissora transmitir até três canais simultaneamente, a segmentação – que já é realidade nos grandes centros – será inevitável em todo o país. com a especialização, poderão surgir, inclusive, canais pagos, como acontece com a televisão. A emissora poderá escolher como fazer esta segmentação através de pesquisas de público. “Haverá o aprofundamento da segmentação da programação para atender diferentes faixas ou segmentos da audiência. Podendo ter um canal só para música, com variados gêneros e estilos, ou temáticos, especializados em notícias, esportes, religião, política etc.”, afirma Caliu. “os planos de cada emissora e a criatividade serão o limite dos novos conteúdos”, completa Sitchin. COMERCIALIZAÇÃO, CONVERGÊNCIA E INTERATIVIDADE Abusar desta diversidade de conteúdo que a tecnologia digital oferece, assim como da criatividade do profissional é a fórmula de crescim
Investimentos e Futuro É claro que para colher frutos tão saborosos, o empresário de comunicação deverá repensar todo o seu esquema de comercialização, treinar e aumentar sua equipe de profissionais e fazer pesquisa de mercado, o que, inevitavelmente, implicará em investimento.
Além do investimento em equipamentos de recepção e transmissão digital, a emissora precisa ter bons computadores com softwares de áudio e um servidor para armazenar os arquivos como músicas, entrevistas e comerciais. “Nos grandes centros, as emissoras já estão equipadas, prontas, preparadas e testando o sistema com êxito; já em mercados menores, a dificuldade de equipamentos e operadores deste sistema passa a ser maior”, informa Sitchin. por Juliana Freitas |
5/9/2010 1 visitantes on-line Responda enquete sobre a Revista da Aesp
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